segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Eu via tudo da minha varanda

Lembro-me lá do padre da freguesia sempre com aquela aura de santinho o cabrão Eu bem o via em miúda quando ele regressava pela calada da noite com pressas no baixo ventre e arrastava a minha vizinha para o pecado uma beata devota e aparentemente casta que toda a gente dizia que tinha andado num convento mas eu bem os via da minha varanda que estava junto à casa dela

Ele a entrar nela com sofreguidão e ela toda gulosa a recebê-lo sem demoras naquele corpo nojento e flácido e num desempenho imaculado mandava guinchos pelo casa toda O padre mais comedido ficava todo perturbado com a função punha-lhe as mãos na boca para lhe reprimir o alarido chiu Chiu cabra Mas ela nunca se ficava pelos ajustes nem era mulher de se calar então erguia o punho em riste e ali mesmo sem olhar a meios deitava-lhe as mãos nas partes baixas e soletrava-lhe baixinho ao ouvido umas coisas que eu não conseguia entender O padre respondia-lhe no mesmo tom Parece uma anedota mas não é porque eu via tudo da minha varanda e até sentia o silêncio a regressar Ainda há muito destas gajas por aí a meterem-se debaixo das saias do padre e amostrarem-se muito santinhas socialmente

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